Trinta e cinco anos de VIH em portugal

Em 35 anos, cerca de 25 mil pessoas morreram com VIH/sida em Portugal. Foi no início da década de 1980, quando muito pouco se sabia sobre a infecção, e o VIH ainda nem tinha esse nome, que surgiram os primeiros casos em território nacional. Hoje, Portugal é o quarto país com mais diagnósticos por cem mil habitantes, mas os especialistas internacionais dizem que o país é um exemplo a seguir. Sobretudo, no que diz respeito ao esforço de diagnóstico de pessoas infectadas

1983

Primeiros diagnósticos de VIH/sida em Portugal. Uma década depois dos primeiros relatos da doença nos EUA

1984

António Variações é diagnosticado com sida. Será mais tarde considerado o primeiro rosto mediático da doença no país.

1985

Governo cria grupo de trabalho para o estudo da epidemia. No primeiro documento de vigilância epidemiológica, produzido pelo Instituto Nacional de Saúde, o VIH ainda é chamado HTLV III, uma designação dada inicialmente ao vírus

1988

Pela primeira vez, regista-se mais de uma centena de mortes causadas pela doença num só ano. Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, foram 126.

1991

Morreram 240 pessoas por doenças relacionadas com a infecção por VIH

1996

Pico de mortes. Correspondem a 1% do total de óbitos desse ano.

1999

Ano recorde no número de novas infecções: 3320

2007

É criado o Conselho Nacional para a Infecção VIH/sida. Até esse ano já tinham morrido 17.780 pessoas

2008

O número de novas infecções em utilizadores de drogas injectáveis já é inferior ao de todas as outras categorias de transmissão

2016

Portugal atinge a primeira meta da ONU para 2020: mais de 90% das pessoas infectadas estavam diagnosticadas

2018

Introdução da profilaxia pré-exposição (PrEP) em regime de acesso precoce ao medicamento